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Ministério da Cidadania lança cartilha negacionista e desconsidera benefícios da maconha

Material vai contra diversos avanços conquistados por Associações de Cannabis Medicinal do Brasil e desestimula o uso de medicamentos a base da planta, liberados pela Anvisa

Por: Bruno Bandeira Vargas


A cartilha “Os riscos do uso da maconha e de sua legalização”, lançada pelo Ministério da Cidadania, visa informar e ensinar a população sobre a maconha. Mas acaba ignorando diversos estudos científicos já existentes e o próprio aval da Anvisa, para a importação de medicamentos à base da maconha.


Publicada no dia 22 de junho, por meio da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), o material gerou revolta em diversas Associações de Cannabis Medicinal do Brasil. Que lançaram uma Nota de repúdio ao Governo Federal e criaram um abaixo-assinado online.


As Associações, pretendem alcançar 50 mil assinaturas e entregar a petição aos representantes do Governo Federal, exigindo uma retratação pela cartilha. Atualmente, o abaixo-assinado conta com mais de 10 mil assinantes.


Para a Associação Cannábica Medicinal (ASCAMED) a nota de repúdio busca desconstruir preconceitos sobre a maconha. Além disso, a nota é importante na hora de amparar as associações “ A nota busca desmistificar informações falsas trazidas na cartilha, para que possamos seguir trabalhando, trazendo pesquisas e resultados terapêuticos através do tratamento com cannabis medicinal.”



Apesar de ressaltar a existência do uso terapêutico do canabidiol (CBD), a cartilha é explicitamente contrária à utilização da cannabis medicinal. “Na área científica, excetuando-se o uso bastante restrito da substância canabidiol (CBD), ainda não há estudos consistentes que comprovem a eficácia e a segurança de outros produtos derivados da maconha para uso clínico", diz um trecho do documento.



Atualmente, uma das referências em publicações da área de biomedicina, PubMed, apresenta mais de 28 mil pesquisas científicas a respeito do uso medicinal da maconha. Descredibilizando a informação sobre a falta de estudos consistentes a favor da eficácia e segurança de produtos derivados da planta, citada diversas vezes durante a cartilha.


A ASCAMED acredita que a realização de estudos e pesquisas médicas seja de grande importância para entender e legitimar o uso da cannabis. Mas considera que, atualmente, o governo não tem o mesmo posicionamento. “Hoje falta apoio, suporte, regulamentação e pesquisas por meio de órgãos governamentais. Portanto, mais pesquisas devem ser realizadas, para que tenhamos mais conhecimento do real potencial terapêutico e medicinal da planta.” Comenta o presidente da associação, Matheus Hampel.


Além disso, diversos avanços jurídicos já foram conquistados pelos defensores da Maconha. Desde 2015, a Anvisa, autoriza a importação de medicamentos à base de Cannabis para o Brasil. Atualmente, o país já conta com mais de 15 produtos medicinais feitos da planta autorizados pela Anvisa, possibilitando um maior acesso aos medicamentos.


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